O site Pesca de Praia é dedicado à todos os pescadores com os pés na areia, sejam aqueles que pescam por lazer.. ou os que competem por opção.
..   .

Matérias
Roteiro
Hotéis e Pousadas
Útil
Ibama
Links
Livro de Visitas
Colaborações
Linha de pesca
diego_rg
PDP
Site criado em 06/11/2001
Atualizado em 01/09/2008

 

 

.

 

 

 O tempo e a pesca

"Em relação ao tempo em que o homem pesca com caniço e anzol, a pesca de arremesso é algo muitíssimo recente. Tão recente que, se considerarmos como sendo um dia, ou 24 horas, o tempo decorrido desde a Idade da pedra até hoje, o homem pratica a pesca de arremessos nos últimos 8 ou 9 segundos. Mas os melhoramentos proporcionados pelo rápido avanço tecnológico neste lapso de tempo da história da pesca têm sido de tal ordem que, em poucas décadas, o material de pesca evoluiu o que não fez em milhares de anos de história humana."
                                           Silvio Fukumoto

Esta citação de Silvio em seu livro "Noções gerais de pesca de arremesso" , me leva ao passado.
Lembro que ainda garoto com 15 anos, eu nunca tinha visto um molinete. Eu pescava no rio Paraíba com linha enrolada em latas.
Eu vi o primeiro molinete quando estava com 30 anos, em 1975 se não me falha a memória, que era de um vizinho japonês, que apresentou esta máquina todo orgulhoso em uma pescaria que fizemos juntos. Lembro até hoje.
Depois tudo correu rápido demais. Molinetes e carretilhas cada vez mais eficientes e mais bonitos, caniços a princípio de fibra de vidro (era sonho de consumo ter uma), que logo ficaram obsoletas e a fibra de grafite ficou sendo top. De top, passou também ao esquecimento, pois as de fibra de carbono é hoje o sonho de consumo de muito pescador. Estão evoluindo a olhos vistos, cada vez mais  leves e mais resistentes. Até onde vai isso?
Lembro que quando moleque, a minha imaginação e de meus amigos na época criavam coisas simples para que nós pudéssemos pescar.
Um alfinete de costura se transformava em anzol. Nas nossas pescarias na lagoa preferida, tínhamos que ter muita técnica em pescar traíra, pois tinha que ser em um tranco rápido no momento exato em que ela pegava na isca e assim a jogar fora da água, pois se a gente bobeasse, não existia fisga para segurá-la. Sensibilidade era o que não nos faltava.
Quando entro hoje em uma loja de material de pesca, não dá nem para comparar com o que usávamos há 30 anos atrás.
Então fico pensando: Será que um material primitivo apurava a técnica do pescador? Será que com o material que o pescador dispõe hoje, não o torna menos técnico e mais dependente do material de última geração?

 

Visite nosso Forum