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DE CUIDADOS
Cuidado
com os Raios!
Raios
são fenômenos atmosféricos caracterizados pela
formação de correntes elétricas com milhões
de volts de potencial e que atingem a superfície
causando prejuízos materiais e mesmo mortes.
Normalmente, a temporada de temporais tem início
em Setembro e vai até Março. Aos primeiros sinais
de um temporal, planeje o que fazer no caso
de ocorrência das descargas elétricas
Você
pode estimar a distância de incidência dos raios
usando o método chamado “flash-to-bang”
ou “relâmpago-trovão”. Contando os segundos
entre o “clarão” do raio e o trovão que você
ouve e multiplicando por 300 tem-se a distância
em metros do local onde ocorreu a descarga.
Assim, se você vir o clarão e contar até 8,
por exemplo, significa que o raio “caiu” a 2400
metros do local onde você se encontra.
A possibilidade de você ser atingido por um
raio em um temporal inicia-se meia hora antes
e continua até cerca de meia hora após sua atividade
máxima. Mantenha-se protegido nesse tempo. O
raio nunca avisa onde vai “cair”. A melhor proteção
é se prevenir com antecedência. Se você vir
o primeiro clarão, contar cerca de 30 segundos
e depois ver outro clarão e contar menos que
30 segundos, já é hora de se prevenir, procurando
abrigo nas proximidades, pois, o temporal vem
em sua direção. Isso porque, normalmente um
raio pode “escapar” do centro de atividade da
nuvem e atingir áreas a longas distâncias.
Durante os temporais evite aglomeração de pessoas
mantendo pelo menos uma distância de 5 metros
uma da outra. Se você estiver em locais abertos
como campo de futebol, piscina, etc. Aos primeiros
sinais de um temporal abandone imediatamente
o local, procurando abrigo em prédios. Nunca
seja o ponto mais alto da redondeza. O raio
procura sempre os pontos que se sobressaem da
superfície como atrativo à descarga. Caso você
esteja em um local descampado, abaixe-se com
os joelhos dobrados e as mãos na nuca procurando
tampar os ouvidos.
Nunca procure abrigo sob árvores isoladas ou
prédios rústicos como aqueles de proteção para
animais, existentes em pastagens. Externamente,
nunca fique perto de cercas metálicas ou superfícies
que conduzam eletricidade. Se você estiver no
alto de um morro, desça para o ponto mais baixo
do terreno. Um capão de árvore nas baixadas
é uma boa proteção. Prédios de concreto com
fiação elétrica, canalizações de água ou de
outro tipo constituem-se em excelente proteção
contra as descargas.
Se você estiver dentro de casa ou de qualquer
prédio, retire os “plugs” dos aparelhos elétricos
das tomadas, não use telefone ou outros equipamentos
elétricos. Fique longe de tomadas de força ou
de superfície metálicas.
Se você estiver em uma estrada ou na rua,
a melhor proteção existente é dentro do veículo
com os vidros fechados. Não são os pneus que
promovem a proteção mas sim um fenômeno da física
chamado Gaiola de Faraday.
Você pode ser atingido não somente pelo raio
diretamente como também por “faíscas” refletidas
por objetos da proximidade.
Caso esteja pescando, observe atentamente as
seguintes orientações:
1 - Varas de fibra de carbono são verdadeiros
pára-raios em suas mãos, portanto, coloque as
deitadas no barco ou no chão. Se possível, mantenha-se
um pouco afastado delas.
2 - Em costões ou mesmo na praia ou margens
de rios, mantenha-se sentado ou agachado enquanto
durar a fase mais violenta do temporal. Nunca
se arrisque fazendo arremessos enquanto estiver
em tempestade magnética, pois, o deslocamento
da vara e do conjunto de pesca aumentam seu
poder de atração.
3 - Em rios, procure levar o seu barco para
uma margem de preferência descampada e com vegetação
baixa. Afaste-se daquelas árvores que ficam
bem na beira como se fossem cair.
4 - Melhora um pouco sua segurança estar
com um calçado de solado de borracha, principalmente
se estiver molhado.
5 - Retire o motor elétrico do barco e coloque-o
deitado no fundo do barco. Motores elétricos
são geradores de campos
magnéticos.
A probabilidade de uma pessoa ser atingida por
um raio durante uma pescaria é bem pequena,
entretanto, existe. Assim sendo, não custa evitar
um acidente grave e uma grande tristeza prestando
um pouco de atenção às dicas que levamos a você.
Poucas são as chances de se escapar de uma descarga
elétrica que nos atinja, ou melhor, em 98,3%
dos casos o resultado é letal.
Fonte:
Gazeta da Pesca - Edição nº 40 - Julho/2001
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